A importância de brincar no desenvolvimento da criança

 

A importância de brincar no desenvolvimento da criança

Será que o tempo para brincar passou a ser um luxo? O tempo passa demasiado depressa. Entre escola, buscar-levar, atividades extra curriculares e os TPC’s, o tempo para brincar torna-se cada vez mais reduzido.

Mas porque é tão importante? Porque não devemos mesmo descurar este tempo?

O desenvolvimento da criança está assente em vários pilares, brincar é um dos pilares fundamentais.

Brincar eleva a criança a vários níveis, entramos numa dimensão de criação que leva a um desenvolvimento psicomotor, cognitivo, social e cultural da criança. Permite ultrapassar a realidade levando à imaginação, em que põe em prática o que aprende.

A brincar cria-se um ambiente propício à criatividade onde a criança reflete sobre a realidade, interioriza a cultura onde está inserida, questiona regras e papeis sociais, promove a autoimagem, a autoestima e a construção de um sentido crítico, mostrando o que a agrada e o que a desagrada, dando pistas aos educadores sobre a personalidade que está formar e que caminhos seguir.

Brincar a pares leva a uma grande variedade de estratégias de improviso, negociação, valores de partilha e partilha de significados.

O papel do adulto deve ser ativo, os pais e educadores devem promover esta prática. Se uma criança demonstrar dificuldades em brincar, esta deve ser uma criança a estar sobre vigia, pode ser motivo para preocupação.

O adulto deve ajudar a estimular. Como?

  • Despertando ideias
  • Questionando para que eles procurem soluções para os problemas
  • Não são necessários brinquedos caros, basta criarem uma atmosfera em que as crianças possam explorar esta pluralidade de linguagens.

O adulto também deve participar, isso reforça os laços afetivos.

Brincar não deve ser uma atividade extra, deve fazer parte da vida para um desenvolvimento intelectual e psicomotor positivo da criança, desenvolvimento este que se vai refletir para toda a sua vida.

 

Por Marta Castelão

Licenciada em Ciências da Educação, mestre em Educação Intercultural, pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa.

 

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