Seja um Modelo para o seu filho: Eduque-se a si próprio

 

Seja um Modelo para o seu filho: Eduque-se a si próprio

 Dar o exemplo não é a melhor maneira de influenciar os outros - é a única (Schweitzer, Albert)

 

Se a citação acima se aplica a todas as relações humanas aplica-se ainda mais à que temos com os nossos filhos. As crianças precisam de referências e de exemplos. E, se é verdade que todos com quem interagem os influenciam, quem mais o faz são os pais ou encarregados de educação.

Por isso fale menos e mostre mais. Mais eficaz do que explicar ou repreender é dar o exemplo de como fazer bem.

De que serve dizer que não se deve comer alimentos prejudiciais se nós os comemos sistematicamente à frente deles? De que serve dizer que não se deve passar o dia à frente do computador ou da televisão se nós o fazemos todos os fins-de-semana?

Se queremos que os nossos educandos tenham respeito pelas regras, temos nós próprios de o ter. Coisas simples como desrespeitar regras de trânsito ou falar ao telemóvel enquanto se conduz transmitem à criança ainda que, de forma inconsciente, a ideia de que tal é aceitável. Do mesmo modo que, se queremos que elas não mintam não lhes podemos, nós próprios, mentir.

Por outro lado, os nossos comportamentos positivos como: de respeito pelos outros, de cordialidade, de afectuosidade, de comunicar frequentemente (e ser bom ouvinte) têm um impacto muito maior do que supomos. Muito maior certamente que grandes lições de moral ou castigos, que, ainda que muitas vezes necessários, são bem menos eficazes.

Nada disto é imediato e intuitivo. Para alterarmos o comportamento e os hábitos deles temos de abordar os nossos comportamentos e hábitos.

Para os educarmos bem temos de nos educar a nós próprios primeiro.

 

 

Por Prof. Nuno Machado

Licenciado em Ciências do Desporto, mestre em Psicologia do Desporto, pela FMH. É treinador de ténis de Nível 2 da FPT. Atual Presidente da ADDJ e responsável por vários projetos em escolas.

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